O lipedema é uma doença crónica e progressiva, reconhecida pela OMS apenas em 2019. Compreender o que é e como tratar o lipedema é essencial. Sendo uma doença crónica, não tem cura, mas quando não é controlada pode evoluir, aumentando os sintomas.
O lipedema caracteriza-se pela acumulação excessiva de gordura em ambos os membros inferiores de forma simétrica (exceto pés), o que provoca no corpo uma desproporção, dado que é do tipo genóide. Apenas em alguns casos afeta também os braços.
O que é Lipedema?
O lipedema é uma doença crónica e progressiva que afeta, maioritariamente, as mulheres.
Caracteriza-se pela acumulação excessiva de gordura na zona inferior do corpo, sobretudo, quadril, pernas e tornozelos.
É, muitas vezes, confundida com Linfedema ou com Obesidade, o que gera frustração nas mulheres que dela sofrem e dificilmente veem os seus esforços resultarem. Com causas genéticas e hormonais saber tratar o lipedema implica uma abordagem diferenciada.
Causas e sintomas
A acumulação excessiva de gordura nas pernas é o sintoma principal, ao qual se juntam outros:
– pernas pesadas e cansadas;
– pele com aspeto casca de laranja e surgimento de hematomas;
– dor e sensibilidade ao toque e à palpação;
– hematomas e equimoses frequentes.
O lipedema pode ter uma causa genética e tem três importantes gatilhos hormonais: a puberdade, o pós-gravidez e a menopausa.
Está associado a diversas patologias, tais como obesidade, alergias, hipotiroidismo, depressão, distúrbios do sono, distúrbios da pele, hipertensão, entre outros.
Tem estes sintomas? Pode ser Lipedema.
Desproporção corporal
A parte inferior do corpo, poupando mãos e pés, tem maior volume do que a parte superior.
Difícil resposta a estímulos
Apesar de dieta equilibrada e exercício físico regular, parece não haver uma resposta do corpo.
Aparência da pele
Pele com aspeto casca de laranja. Também é comum e fácil ter hematomas.
Cansaço e dor
Maior sensação de pernas cansadas, pesadas, pressionadas e com maior sensibilidade à dor.
Bolsas de gordura
São comuns as “bolsas” de gordura e dolorosas ao toque.
Tipos e estágios de Lipedema
O diagnóstico do lipedema é clínico. Ou seja, é realizado através da avaliação dos sintomas e de uma avaliação corporal — que deve ser realizado por uma profissional certificada para tal —, na medida em que é diferente da obesidade ou da celulite. Nesse diagnóstico é definido o tipo e o grau de lipedema.
Enquanto doença progressiva, o lipedema tem 4 diferentes estágios que permitem a adaptação adequada do plano de tratamento e o acompanhamento da evolução desta doença crónica e progressiva.
O diagnóstico do Lipedema
A Catarina Ferreira é terapeuta na Clínica Dr.ª Marta Padilha com formação especializada no diagnóstico do lipedema.
O diagnóstico do lipedema deve sempre incluir uma avaliação corporal através de observação e palpação para determinação do tipo e grau de lipedema.
Esta avaliação corporal é fundamental para determinar se se trata efetivamente de lipedema, ou se pode ser um caso de obesidade, por exemplo.
Como tratar o Lipedema?
Sendo uma doença crónica, não existe cura para o lipedema. O importante, após o diagnóstico, passa por conseguir controlar os sintomas. O tratamento conservador é o mais indicado e é multidisciplinar:
– Modulação Hormonal, dado que o desequilíbrio hormonal é o gatilho para o lipedema;
– Nutrição, com a definição de um plano alimentar personalizado que passa, sobretudo, por uma dieta anti-inflamatória;
– Suplementação individualizada, quando necessário;
– Psicologia, dado que falamos de uma doença muitas vezes desvalorizada e que afeta o conforto diário e a autoimagem;
– Endermologia Médica, tratamento não-invasivo e patenteado.
Tratar o lipedema: protocolo LPXP
Com uma equipa multidisciplinar e formada para a problemática do Lipedema, criamos um protocolo que garante um diagnóstico eficaz e um plano de tratamento exclusivo.
Este é um protocolo desenhado pela Drª Marta Padilha e pela Drª Núria Gouveia, baseado na certificação LPXP (Lipedema Experience).
Em constante atualização, a Dr.ª Marta Padilha encontra-se a realizar a 1ª Pós-Graduação do mundo em Lipedema, pela AbraliPro.
Casos de Sucesso
Equipa
Medicina Geral e Familiar | Anti-Aging e Modulação Hormonal
Dr.ª Núria Gouveia
Medicina Geral e Familiar | Anti-Aging e Modulação Hormonal
Mª Inês Antunes
Nutrição e Modulação Intestinal
Catarina Ferreira
Terapeuta
Ivanilda Matos
Terapeuta
Patrícia Sousa
Terapeuta
Joana Raínho
Terapeuta
Perguntas frequentes sobre Lipedema
O lipedema não tem, ainda, um exame de diagnóstico específico. O diagnóstico é clínico, através do relato de sintomas por parte o paciente, observação e avaliação corporal por profissional qualificado.
Ter maior volume de gordura nas pernas do que no resto do corpo, dores e sensibilidade ao toque, hematomas com facilidade e pele bastante flácida são sinais de lipedema. Se tem estes sinais, agende uma consulta de avaliação.
O lipedema é uma doença muitas vezes confundida por linfedema ou obesidade.
Lipedema não é obesidade, apesar de poderem coexistir. A gordura do lipedema não é igual à gordura dita "normal", pois é uma gordura inflamada, apresentada em nódulos dolorosos.
Lipedema não é celulite, apesar de visualmente a pele ter aquele aspeto casca de laranja e parecer igualmente flácida. Nestes casos a palpação essencial no diagnóstico clínico do lipedema é crucial para diferenciar as duas condições.
Lipedema não é linfedema, já que a acumulação de gordura é simétrica e no linfedema, por norma, o acúmulo de líquido linfático ocorre em apenas um membro e por consequência de uma alteração no sistema linfático.
Sim, pode existir uma causa genética, pelo que a hereditariedade é muito provável. Por outro lado, os desequilíbrios hormonais despoletam o surgimento dos sintomas, pelo que é muito comum pacientes só se aperceberem após fases da vida de grande variação hormonal, como a puberdade, a gravidez ou a menopausa.
Não existindo uma especialidade exclusiva para o lipedema, é fundamental que o profissional que escolha tenha formação e experiência comprovada em lipedema.
Um médico especialista em lipedema deve saber distinguir esta condição de outras semelhantes, como o linfedema ou a obesidade, algo que requer observação clínica detalhada, bem como compreender a composição corporal e o impacto hormonal nesta doença.
O melhor exercício físico para o lipedema são os desportos aquáticos, como a natação, e exercício cardiovascular, como as caminhadas. Deve ser evitado o exercício de elevado impacto, para não agravar a dor e a inflamação. A musculação, realizada de forma controlada, também é importante para a manutenção da massa muscular.
Apesar de o lipedema se manifestar num excesso de gordura corporal, o tratamento do lipedema não passa somente por emagrecer.
O foco no tratamento do lipedema deve ser, sobretudo numa fase inicial, a desinflamação. É fundamental controlar a inflamação do organismo para que a doença não evolua. Por isto, uma dieta anti-inflamatória é um dos passos mais estratégicos para o tratamento do lipedema.
O preço do tratamento do lipedema é muito variável, na medida em que o plano é totalmente personalizado e individualizado. A avaliação corporal está incluída na primeira consulta.
Fontes: Certificação Lipedema Experience, Pós-Graduação em Lipedema, National Library of Medicine.
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